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Antônio de Pádua Gomide - Luthier

Viola Caipira


A origem da viola caipira é um tanto obscura. É certo que a forma como a conhecemos, desenvolveu-se em Portugal, e que deriva de intrumentos medievais, como o o alaúde e a "quitara". O uso de 5 partidas de cordas foi muito difundido em instrumentos Renascentistas que deram origem também ao violão. Pode-se afirmar que a viola caipira é de origem ainda mais remota que o violão. O professor Roberto Corrêa, estudioso, entusiasta e virtuose da viola comenta em seu disco Uróboro que o termo "viola", em português, designa o instrumento que, nos séculos XV, XVI, XVII e XVIII, era conhecido nos outros países por guitarra ou quitarra, instrumento de fundo paralelo ao tampo, com uma curvatura na cinta da caixa de ressonância, a que denominamos de "cintura". O termo guitarra, em português (em portugal), designa um instrumento de fundo paralelo ao tampo, mas sem cintura, parecido com o nosso bandolim. É o instrumento mais popular de Portugal, usado principalmente nos fados".

No Brasil, a viola de dez cordas fincou raízes profundas na cultura popular, de norte a sul do país. Vinda de Portugual pelas mãos dos colonos que para cá migraram, foi usada também pelos padres Jesuítas como auxílio no processo de catequização dos índios. Este instrumento bem cedo fixou suas marcas no interior do país, contribuindo para assegurar formas de expressão artístico-culturais genuinamente nacionais.

A viola, talvez por habitar o universo rural onde a comunicação ainda é limitada, manteve a característica de ser mutante, regionalizada, como o eram os instrumentos medievais. Assim, existem no Brasil várias formas para a caixa e outras partes do instrumento, que também é afinado de muitas maneiras diferentes. As afinações mais comuns para a viola caipira são: o "cebolão" (EBG#BE), a "rio abaixo" (GDGBD) e "natural" (ADGBE). As duas primeiras partidas (as cordas mais agudas), são afinadas em uníssono, enquanto que nas três partidas mais graves, afina-se separando as cordas por uma oitava.

A viola caipira construída por Antônio de Pádua Gomide tem como caracteríticas principais a grande potência sonora e o timbre brilhante, efeitos obtidos com a aplicação do leque harmônico de Torres da fase Almeria em seu tampo.

 

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