UM
POUCO DA MINHA HISTÓRIA
Meu
nome é Antônio de Pádua Gomide. Desde
de muito garoto, me lembro ser fascinado pelos
sons dos instrumentos
musicais. Venho de uma família de músicos
e fui muito
cedo iniciado
nos mistérios da Divina Arte, por minha mãe
que é professora de piano.
Antonio
de Padua Gomide para mim é um nome que remete a trabalho,
paixão e arte. Alguém que consegue transferir
para um pedaço de madeira, sentimento e emoção.
Seus violões "falam" mais bonito, com um som que vem
da alma.. Quando toquei em um violão APG pela primeira
vez fiquei totalmente fascinado com a sonoridade , o acabamento
e a projeção do som. Imediatamente entrei em
contato com o Antônio para encomendar o meu. Admiro
também este luthier pela flexibilidade e humildade em
fazer modificações de acordo com as nossas necessidades.
Parabéns Antônio, a música
agradece o seu empenho e a sua arte! Nelson
Faria é compositor, arranjador, guitarrista e violonista (www.nelsonfaria.com)...
No
final da década de 1980 comecei a me interessar pela
construção
de instrumentos. Nesta ocasião, atuando como
professor de violão, percebi que vários alunos
não
tinham motivação suficiente para aprender.
Muitos chegavam até mesmo desistir dos estudos
devido a precariedade dos instrumentos. O fato era que os
violões
por eles utilizados não apresentavam sonoridade satisfatória
e eram difíceis
de serem tocados.

"Uma das coisas
com as quais mais me identifiquei com ele foi sua capacidade de
inventar. Uma qualidade fruto de muita pesquisa e um amor sincero
e profundo por música e madeira. Seu nome é Antônio
de Pádua Gomide." Willians Pereira foi um grande amigo
que nos deixou para ir ao encontro do Criador. Foi compositor
e violonista (www.willianspereira.com).
Ao
fazer reparos em instrumentos de alguns alunos descobri
um novo e
grande universo. Comecei a perceber que cada violão
era diferente tanto pela maneira como se deixava tocar,
quanto pela sua forma, pela voz, pelo timbre, pelo
volume, etc. Assim, apenas tocar os instrumentos não
satisfazia mais a minha curiosidade, por isso fui em busca dos
primeiros fundamentos da Arte da Lutheria.

" O violão
Antônio de Pádua reúne todos os requisitos
que um instrumento de alta qualidade deve possuir, madeiras selecionadas
com algum histórico nobre, sonoridade densa e equilibrada
que facilita e embeleza a execução musical. Como
Luthier conseguiu assimilar com destreza todas qualidades que a
arte ancestral dos grandes mestres, reverencia e aplaude".
Marcus Llerena é violonista, compositor e arranjador.
Naquela época
entrei em contato com o grande luthier Roberto
Gomes (www.gomes.guitars.nom.br),
pedindo-lhe instruções
sobre como poderia construir meu próprio violão. Ele sugeriu
que me matriculasse em um curso de restauração
de instrumentos musicais na escola de lutheria de São João
Del Rei, na Universidade Federal de São João Del Rey (antiga
FUNREI). Ali iniciei-me na
bela
arte
de
construção
de
instrumentos de corda. Muito incentivado pelo Roberto Gomes, tornamo-nos
grandes amigos. Ele
me dizia que eu possuía uma mão muito boa para lutheria.
Eu, humildemente, acreditava nisso, pois sempre trabalhei com as mãos,
ora com artesanato, ora como músico. Passei então a desenvolver
meus primeiros modelos e a partir daí não
parei mais.
Estudando
os modelos desenvolvidos pelos grandes mestres da lutheria
mundial, como José Ramirez, Antônio
de Torres, Miguel Rodrigues, Ignácio Fleta, Hermann Hauser,
Daniel Frederich, entre outros, fiz cópias e desenvolvi modelos
seguindo as normas e princípios
formulados por eles. Meu objetivo era descobrir as diferenças
básicas
entre os trabalhos dos grandes mestres, vindo, desta forma, a aprimorar
minha técnica
e desenvolver instrumentos que fossem de alta qualidade.
Com
instrumentos de qualidade
e preço acessíveis, eu poderia atender não só os
iniciantes, mas também músicos experientes que já sabem
o que procuram, podendo escolher características específicas
para seu instrumento: timbre, volume, afinações,
etc.
Os
instrumentos, então, uniram a apresentação
visual das belas madeiras usadas, o som bem temperado e
o conforto para o músico. É isso que busco oferecer
aos meus clientes. Além de manter-me
atento aos requisitos da tradição de se produzir
bons instrumentos, estou sempre experimentando,
inovando, buscando novas formas e meios de
conseguir o máximo em beleza, qualidade sonora e
tocabilidade.
Antônio,
que instrumento maravilhoso você criou
para mim! Êste violão de 7 cordas é uma verdadeira
festa. Cada vez que abro o estojo, eu me delicio com a sutileza do
acabamento e os
detalhes originais do instrumento. Mas o milagre
mesmo é o som, que é equilibrado e lírico sem
deixar de ter surpreendente alcance e volume. O violão reage
com entusiasmo, e é um parceiro vivo
cujos limites ainda não encontrei. Sinto-me como
se estivesse montado num cavalo de raça. Sei que este
violão irá aprofundar a minha musicalidade e
me proporcionar alegria por muitos anos no
futuro. - Daniel Waters é músico, compositor e
poeta na ilha de Martha's Vineyard.

"Primeiro,
o trabalho:
Acompanho o trabalho do Luthier Antônio de Pádua já faz
12 anos. A
parte mais importante de minha vida musical e pessoal foi influenciada
pelo diálogo com essa simpática caixa de música,
jacarandá-da-bahia e
pinho, arquitetado a força sobre um belo violão concebido
em sua
oficina. Meu Torres n.14 foi o laboratório para minha pesquisa
de
mestrado em 2002 que envolveu timbre, volume e psicoacústica
na
produção de som no violão. Este instrumento suportou
gravações,
grandes teatros no Brasil, no exterior, salas de câmara, horas
de
estudo, contextos acusticamente complicados, formações
com oboé e
piano, na maioria das vezes sem amplificação. Ainda
hoje percebo
que ele me desafia e convida a explorá-lo, não cedendo
a caprichos e
se adaptando perfeitamente à diversidade e contraste da música
latino-americana, contemporânea e ao equilíbrio do repertório
clássico. Mais que isso, esse instrumento amadurece comigo.
Segundo
a confiança:
Antônio carrega a mais marcante dualidade dos artistas: afinco
e
paixão. Antônio não faz violões somente
por encomenda ou para que
alguém os compre. Em sua oficina os violões sempre estão
por lá, como
que surgindo por vontade própria. São violões para soar,
para serem
tocados, tal como que escolhessem seus donos, e não o contrário.
Ter
um violão com afinco deste Luthier é levar consigo anos de
técnica,
madeiras únicas, historia, arte e diversidade. Neste violão
feito com
paixão impera a confiança dos artistas: instrumentos com
personalidade, expressão e o cuidado eterno de seu construtor. "
Luiz Naveda é violonista clássico.